Dependência do digital como impulsionador para a aceleração das empresas

Dependência do digital como impulsionador para a aceleração das empresas

A pandemia Covid19 foi o elemento disruptor que forçou mudanças radicais, que de outra forma levariam alguns anos a ter lugar e ofereceu-nos várias lições que devemos considerar. Acreditamos que mais que nunca, as estratégias digitais devem estar alinhadas com as estratégias corporativas, devem ser uma e a mesma. A crise do COVID-19 tornou esse imperativo mais urgente do que nunca.

Há, hoje, uma necessidade crescente de desenvolver o poder das tecnologias emergentes, futuras e disruptivas para explorar todas as formas possíveis de mitigar o impacto da COVID-19.

As tecnologias disruptivas e emergentes que resultam numa mudança radical no acesso a produtos ou serviços e alteram dramaticamente a forma como interagimos têm vindo a alterar as vias de desenvolvimento das empresas nos mercados emergentes. Falamos de inteligência artificial (IA), blockchain, robótica, impressão 3D, genómica, e sistemas de energia distribuída.

A disrupção tecnológica é maior quando falamos da disseminação generalizada de software e ferramentas de colaboração, de pagamentos contactless; quando pensamos na indústria da informação e o despoletar de tecnologias de IA, automação e digitalização de dados; quando pensamos na aceleração da verdadeira Era paper-free onde as interações com entidades públicas e privadas operam através do digital, seja a nível financeiro, ou de saúde e quando pensamos no futuro do emprego e das novas formas de trabalhar e agir em sociedade.

As diversas indústrias, do retalho aos serviços, e-commerce e saúde, intervieram para suprimir as necessidades geradas pelo distanciamento social e pelo confinamento, criando maior dependência, hoje, do digital. Esta maior dependência do digital tem levado as empresas a criarem planos de contingência que consideram a aceleração da transformação digital, a fim de garantirem maior resiliência e inovação perante os novos e futuros desafios. De facto, e apesar de dificuldades que nunca devem ser subestimadas, é de notar que as empresas com um nível de digitalização mais elevado enfrentam esta situação muito melhor do que as menos digitalizadas.

Manuel Angel Busto director geral Seresco em Portugal

E hoje, mais que nunca também, permanecemos ligados, adotamos sistemas de trabalho híbridos, fazemos compras online, adotamos sistemas de contacto com organismos públicos, e privados, digitais, e acima de tudo, conseguimos manter empresas, mesmo as de grandes dimensões, em funcionamento. Tudo despoletado pela rutura tecnológica a que assistimos, com agrado. E entendemos que hoje, como sustentam os estudos, a maior dependência do digital tem sido por si o elemento impulsionador para a aceleração desta transformação digital.